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de Justiça


O Programa de Justiça e Desigualdades Raciais - SOS Racismo, foi criado em 1995, fruto de 12 anos de experiência do NEN no combate ao racismo. Desde a sua criação, o programa recebeu diversas denúncias de crime de racismo. A constatação é de que a população negra do Estado de Santa Catarina passou a denunciar com mais freqüência as práticas de discriminação racial e procurar seus direitos para fazer valer as leis que coíbem a prática do crime.

Objetivos
O principal objetivo é fortalecer uma nova cultura jurídica no Brasil, a partir do Direito Alternativo, propondo novas abordagens sobre o conceito de Direito e sobre as práticas de discriminação racial. Vários espaços de manifestação foram pensados pelo programa para atingir esses objetivos.

Ações da Rede SOS Racismo
Parte integrante do Programa de Justiça, o SOS Racismo é uma rede estadual de solidariedade. Envolve entidades, movimentos sociais, organizações, advogados, enfim, setores da sociedade que apresentam políticas e posturas anti-racistas e que não aceitam a discriminação, o racismo e o preconceito, fatores geradores das desigualdades sociais.
A Rede foi criada em 1995, como SOS Racismo e parte do Programa de Justiça e Desigualdades Raciais do NEN. Mais tarde, transformou-se em Rede SOS Racismo.

Objetivos
Articular entidades do Movimento Negro, Direitos Humanos e outros movimentos sociais nas cidades.

Fortalecer a Rede de Advogados Anti-Racistas no Estado, a partir dos operadores que participaram, num período de nove meses, do Curso de Operadores Jurídicos em Florianópolis.

Localizar na Rede casos que permitam firmar jurisprudência para o combate ao racismo.

Quem participa e qual a abrangência
O critério para a definição dos municípios integrantes da Rede baseia-se nas organizações do Movimento Negro, existência de Centros de Direitos Humanos, movimentos sindicais, universidades, advogados, enfim, de setores da sociedade que apresentam políticas e posturas anti-racistas. A Rede está em permanente expansão. O objetivo é consolidá-la nos três estados do Sul (Rede Sul) e instituir um coletivo de operadores jurídicos na região.

Os municípios envolvidos inicialmente na Rede são os seguintes:
Florianópolis, Joinville, Lages, Tubarão, Criciúma, Rio do Sul, Ituporanga, Chapecó, Tijucas, Itajaí, Blumenau, Caçador e
Jaraguá do Sul

Comunidades Negras Rurais
Através deste projeto, o NEN investe na estruturação das comunidades negras rurais do Estado, fortalecendo seus laços familiares e culturais. Iniciativas comunitárias estão sendo implementadas nas comunidades de Valongos, em Porto Belo, Cafuzos, em José Boiteux, e na comunidade de Itapocú, em Araquari.
O NEN presta assessoria jurídica às comunidades negras rurais do Estado. A demarcação das terras dessas comunidades, e o reconhecimento de que são remanescentes de quilombos, são desafios enfrentados pelo NEN, em conjunto com as comunidades. O dispositivo legal em que as comunidades se baseiam é o artigo 68 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988, segundo o qual "aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos".

Direitos Humanos
e Justiça Participativa
Começou em 1999, com o estabelecimento de convênio com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e Sistema Nacional de Emprego (SINE). Em parceria com o Ministério da Justiça, a intenção é formar promotorias públicas em comunidades urbanas.
Através de oficinas, vídeos, seminários, o projeto tenta subsidiar lideranças de conselhos comunitários com informações sobre legislação para o combate ao racismo e outras formas de discriminação. Essas lideranças tornam-se multiplicadores, reproduzindo as informações recebidas para as comunidades em que vivem. O projeto piloto está ocorrendo na comunidade da Coloninha. O NEN pretende ampliar para outras comunidades interessadas.

Atendimento Psico-sócio-racial
O objetivo deste programa é permitir às vítimas a compreensão de como o racismo atua na estrutura psíquica, alterando atitudes e comportamentos dos indivíduos sujeitos às práticas discriminatórias. O programa busca também permitir que as vítimas compreendam os aspectos relacionados à justiça, desigualdades sociais, discriminação, auto-estima, identidade e participação social, além de possibilitar, através de um processo psicoterapêutico grupal, a discussão teórica e vivencial do problema. Psicólogos e pessoas interessadas no tema Psicologia e Violência Racial participam de reuniões realizadas pelo NEN. Há vítimas com acompanhamento individual e atendimento em grupo.

 

 

 

 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Mulheres da comunidade de Valongos.

 

 

 

 

 

 

nen@nen.org.br